domingo, 29 de janeiro de 2012

A menina que lavava pratos


Logo ao amanhecer Marisol abria seus olhinhos e punha seu vestido com estampa florida, um vestido simples que já fora remendado incontáveis vezes. Ao vestir-se saia de casa para conseguir a pouca renda da família, pois seu pai havia morrido em um acidente de carro há um ano e era dela a responsabilidade de conseguir o sustento de seu irmãozinho e de sua mãe, esta se encontrava doente e muito debilitada.
Marisol trabalhava na Fazenda Medeiros. Sempre que chegava à fazenda cumprimentava a todos e depois se dirigia á cozinha, seu local de trabalho era lá que passava a maior parte do dia. Enquanto todos realizavam tarefas variadas a menina era responsável apenas por uma.
Passara o dia lavando pratos, pilhas e mais pilhas de pratos. Pareciam ser infinitas as pilhas. Ao final do dia quando a pia já se encontrava despida de pratos, a doce menina olhava para suas pequenas mãozinhas completamente enrugadas e então respirava profundamente, não era um simples suspiro era um suspiro de alívio e doçura.
Sempre educada cumprimentava a todos ao sair. Andava quilômetros até em casa, antes de chegar em casa sempre passava na padaria e comprava pães, leite e ovos. Era com isso que sua mãe e seu irmãozinho fariam a última refeição do dia. Sim, era um jantar mais que simples, porém era feliz, honesto e harmonioso. Após o jantar Marisol sempre tirava os pratos da mesa e depois os lavava. Logo depois ela colocara seu irmão para dormir em um sono tranqüilo e se despedia de sua mãe dando-lhe um beijo na testa.
Tomou um banho, colocou sua camisolinha e ajoelhou-se para rezar. Ao terminar suas orações deitou em sua caminha improvisada e antes de adormecer como um anjo, disse: “amanhã lavarei mais pratos, será que um dia eles irão acabar?”. Então adormecia profundamente, sonhando com amanhãs melhores para ela e principalmente para sua família.
                                                                                                                              Samantha Soriedem


25 de março de 1911, maioria das pessoas não faz a mínima ideia que dia foi esse, o que ele significa ou significou, é, esse dia marcou a trajetória do movimento feminista durante o século 20, este dia morreram em média 125 mulheres, operárias, carbonizadas. E porque morreram? Apenas por tentar diminuir suas horas de trabalho diárias.
Essa foi a reinvindicação mais conhecida, apenas pelo fato de ter se tornado essa tão grande calamidade, porém as mulheres vêm lutando por seus direitos à muito tempo e mesmo assim ainda não conseguiram nem ao menos igualdade, entre homens e mulheres, até hoje, século XIX ainda existe preconceito contra as mulheres, algumas fazem mesmo trabalho que homens, no entanto ganhando bem menos, hoje nossa presidente é mulher, mas isso significa que o preconceito acabou? Quem sabe se um dia acabará?!



ass.: TrueIndefinite

Começar

Muitas vezes na nossa vida passamos por altos e baixos, momentos ruins e alegres. Mas há tempos em que tudo ao nosso redor está uma bagunça, só vem infelicidades e lágrimas e nada parece da certo, então queremos e sentimos o desejo de recomeçar. Mas não é assim tão simples, não é só largar tudo que temos e seguir um novo rumo pra ver se dá certo, pois como diz o cantor Chester Benningtonn na música Shadow of the Day, começos não são tão simples.
Para começar de novo, recomeçar, é preciso deixar pra trás os erros antigos e tudo o que nos fazia sofrer, mas muitas vezes não conseguimos ver nossas falhas e nem desapegar de algo que nos machuca, porque de uma forma ou de outra isso é importante para nós.
Reconhecer, e mudar não é fácil, mas se realmente queremos fazer diferente temos que tentar, pois no outro dia concerteza o sol estará lá, brilhando e esperando que você siga em frente e faça um novo começo, pois a lua logo vem e ele não pode esperar por muito tempo, então temos que criar coragem e enfrentar os problemas que a vida coloca na nossa frente, porque por mais difícil que seja deixar algumas coisas para trás, temos que fazer assim, pois as vezes o adeus é o único jeito.
  Assinado: Sakura

Prédios desmoronam no Rio de Janeiro e deixam cerca de 17 vítimas fatais




            Na noite da última quarta-feira (25), três prédios comerciais situados na altura da Avenida Treze de Maio, Centro do Rio de Janeiro, desabaram e até as 18 horas deste sábado (28) foram encontrados dezessete corpos.
            O Edifício Liberdade com 18 andares deu início ao desastre, primeiramente ouviu-se um ruído semelhante ao de uma implosão e a partir de então este começou a quebrar de cima para baixo, depositando escombros sobre mais dois prédios vizinho, um sobrado de 4 andares e o Edifício Colombo com 10 pavimentos, que segundos mais tarde também vieram ao chão. 
            Ainda não se sabe ao certo o real motivo deste acidente, mas certas características, segundo o especialista em gerenciamento de riscos, Moacyr Duarte, eliminam algumas possibilidades como, por exemplo, a de explosão provocada pelo gás, devido não ter ocorrido a fragmentação projetada e também esta não ter força suficiente para abalar de tal maneira as colunas, outra suspeita fora de cogitação foi a da instabilidade no térreo, pois se verídica esse seria o primeiro pavimento a ser colapsado.



Já conforme a Defesa Civil do Rio de Janeiro a hipótese mais provável foi a de uma reforma considerada pelo CREA-RJ, como irregular, que estava sendo realizada no prédio mais alto, mas precisamente no 9º andar, pertencente à empresa TO Brasil, que até o momento não respondeu a nossa equipe de jornalismo. 
Mais informações em nossa próxima edição. 







                                                                                                             Editado por A. Sanches 

Sem Ideia





Como não consigo escolher um tema  resolvi então postar o porque disso, ou seja, falar das dificuldades que eu e a maioria das pessoas sentem quando tentam escrever.

     Escolher um tema,por si só, já é bastante difícil , o crescente numero de textos,blogs, sites que circulam pela internet deveria me ajudar, porém por causa dessa enorme diversidade de temas acabo ficando mais e mais confusa.Em um  momento penso em escrever sobre um assunto dois minutos depois já quero outro!E assim o tempo passa e não consigo me decidir.
      Se escolher o assunto já é difícil imagine desenvolvê-lo?Você pensa...pensa,mas as idéias não vêm na sua cabeça e quando vem você não consegue passar para o papel,você escreve apaga, escreve apaga...E no fim (quando a folha já está quase rasgada)você  ler as poucas palavras que  escreveu e continua achando um lixo!Aí, vem o desespero e você começa a odiar tudo,a gritar e a chorar(como eu estava fazendo antes desse texto).
     Aproximadamente três horas depois, quando já está mais calmo,seu texto começa a fluir e você,naturalmente,a ficar mais feliz até o momento em que tem que decidir o título, lá se vem o desespero novamente, pergunta para a mãe ,para o pai,para os irmãos,pesquisa na internet e ...nada!!Você não consegue decidir , já está prestes a desistir do texto,mas como já perdeu muito tempo, você pensa “agora eu vou até o fim”aí (como mágica)o título surge,pode não ser o melhor ,mas é com esse título que seu texto será postado e ponto final.
    Pronto seu texto está feito , o título já foi escolhido ,agora é só postar ,mas...aí vem a pior parte! Depois de  ler e reler seu texto você começa a pensar que ele não está bom que as pessoas não irão gostar, não irão querer ler ou  irão te criticar. Acredito que isso decorra do receio de se revelar, de se mostrar ao mundo, também sou assim , por isso estou muito feliz por poder assinar com um pseudônimo, me sinto mais segura e com coragem de postar esse texto.

Ass.:Capitu





Goodbye, Neverland. (Adeus, Terra do Nunca)

Sempre fui meio de jogar tudo pra cima e procurar um momento de ilusão nesse mundo louco.

Ainda quando criança li os doze trabalhos de hércules de Monteiro Lobato e as Viagens maravilhosas de Marco Pólo da Lúcia Machado de Almeida, assistia desenhos animados e filmes variados de ficção científica, mas nada me cativou mais do quê o personagem
que marcaria minha infância, Peter Pan.

De fato, nunca li o livro de Barrie e estranhamente nunca fui fã da Disney, mas o filme torna-me menos insano nesse ouro dos tolos que é essa sociedade aturdida pelos males capitalistas.

O filme convida-me a esquecer a responsabilidade que é necessário assumir a cada dia que se passa. O próprio Peter já dizia:

"Esqueça-os, Wendy. Esqueça todos eles. Vem comigo que você nunca, nunca mais terá de se preocupar com coisas que crescerão novamente"
                                                                Peter

Mas a garota tem de exitar, isto é, ela tem as tais responsabilidades, pois é a irmã mais velha.

"Nunca é um tempo muito longo"
            Wendy

A promiscuidade começa as poucos a se tornar presente em nossas vidas, e aos poucos deixamos de lado a inocência.


Eu não posso dizer que a adolescência é ruim, de fato curto. Mas quando penso que em breve
lutarei para me graduar e arrumar um emprego no futuro, penso que a vida não é um livro infantil.

Em pouco tempo, eu esquecerei a maioria das memórias de minha infância, mas o importante, é nunca se despedir realmente de seu espírito que carrega seu lado lúdico, porque é preciso que você:


"Nunca diga adeus. Porque dizer adeus significa ir embora. E ir embora significa esquecer"

                                  Peter










Ass: ScienceFiction

Necessidade ou Desejo?

“É humano querer o que nos é preciso, e é humano desejar o que não nos é preciso, mas é para nós desejável. O que é doença é desejar com igual intensidade o que é preciso e o que é desejável, e sofrer por não ser perfeito como se sofresse por não ter pão. O mal romântico é este: é querer a lua como se houvesse maneira de a obter.”
Fernando Pessoa

A necessidade deveria estar em um patamar mais elevado de que o desejo, entretanto as pessoas estão cada vez mais igualando o desejo a uma necessidade urgente. A ideologia capitalista vigente e a mídia vêm “inventando” necessidades para a humanidade. A comparação que Fernando Pessoa faz quando afirma “... sofrer por não ser perfeito como se sofresse por não ter pão” reflete a decadência em que o mundo se encontra, pois no momento em que se compara a “necessidade” da perfeição à do pão, é como se o primeiro, antes desejável, tornasse essencial. Assim, o que mais importa para muitos é estar na moda, é ter um corpo dito perfeito, é querer vender uma imagem cultuada socialmente, sem cultivar valores mais relevantes em uma sociedade, como a solidariedade, a honestidade, o trabalho, a dignidade, a benevolência. Enfim, atualmente, o ter sobrepõe-se em relação ao ser, o que leva a crer que a sociedade do mundo contemporâneo está muito doente, pois se tornou comum prevalecer o fútil em relação ao útil, de modo que parece não haver mais lugar para o “ser” em muitas pessoas. Então como disse Clarice Lispector “Uma vida completa pode acabar numa identificação tão absoluta com o não-eu que não haverá mais um eu para morrer”. 

Ass.: Sophia Eçara