Nordeste: mais que um povo, uma nação...
O Nordeste foi
o berço da colonização portuguesa, foi aqui onde houve o primeiro contato entre
os povos europeus com o povo da América, e mesmo assim o povo nordestino ainda
sofre bastantes discriminações.
O Nordeste tem
o 3º maior território e o 3º maior PIB do Brasil, mas infelizmente possui o
menor IDH do país. Isso se deve aos anos de intensa exploração sofrida pelos
portugueses que não economizaram nesse quesito, além do problema da seca. A seca
é o grande problema social da região levando pobreza e fome para grande parte
da população. Esse problema social contribui para a manipulação política dos
governantes que se aproveitando da situação de fraqueza e instabilidade da
população utiliza de compra de votos pelo uso de diversos meios, como “doação”
de cestas básicas. Todo esse cenário favorece ao processo de “desumanização”
das pessoas que passam a ser discriminado, ser comparadas com animais irracionais
quando na verdade não têm culpa de nada.
A pobreza é um
grande problema social que atinge o estado do Nordeste. Mas os nordestinos não
têm culpa disso. Isso se deve a um longo processo de dominação histórica
imposta pelos portugueses. A agricultura atrasada, os grandes latifúndios,
concentração de renda e uma indústria pouco diversificada e de pouca
produtividade, contribuem para essa realidade da pobreza da região. Mas o
principal fator que contribui para isso é a seca que atinge drasticamente a
nossa região e que contribui para o lento desenvolvimento econômico e
industrial da região.
Todo esse
cenário contribui para o surgimento de um grande problema político, “a
indústria da seca”. Os políticos se aproveitando da situação de grande parte do
povo nordestino, que passa dificuldades devido à intensa seca presente na
região, utilizam de manipulações políticas para realizarem a compra de votos, e
para roubarem e desviarem dinheiro de obras públicas. Eles se aproveitam da
necessidade da população e oferecem, por exemplo, cestas básicas e comida em
troca de votos, e aumentam ainda mais o problema da seca da região para se
aproveitarem da população.
Sofremos
discriminação nos meios de divulgação em massa, como novelas e livros, sofremos
discriminação na rua, nas escolas, só por sermos nordestinos. A única imagem
que é passada de nós na mídia, é a de um povo pobre, sofredor, castigado pela
seca, que sofre exploração, mas nem todos os nordestinos são assim, e não é
porque muitos são assim, que eles e nem os outros precisam sofrer discriminação,
pois todos têm sentimentos, todos são humanos, todos são iguais. Na nossa
região há diversas belas paisagens, praias paradisíacas, fazendas, ilhas,
falésias, sítios, cachoeiras e um extenso litoral maravilhoso a ser ainda
bastante explorado.
O nordestino é
um povo muito batalhador, trabalhador e capacitado como qualquer outro. É aqui
onde nasceram grandes artistas e compositores da MPB, o rei Luiz Gonzaga,
Gilberto Gil, Elba Ramalho, entre outros, é daqui onde sai o maior número de
aprovados no ITA, considerado o vestibular mais difícil do país, é aqui onde
surgiram grande escritores como o Graciliano Ramos, que escreveu “Vidas Secas”,
um livro que mostra a realidade de uma família de retirantes do sertão
brasileiro que sofre com as condições naturais da região, como Jorge Amado,
Gilberto Freyre, Ariano Suassuna, José de Alencar, Manoel Bandeira, Guimarães
Rosa entre muitos outros escritores. É aqui onde começou a surgir o Brasil, é
aqui a base de tudo.
Eu sou
totalmente contra a discriminação contra o nosso povo. Eu sou contra a qualquer
tipo de discriminação, principalmente a discriminação contra um povo só por
causa do lugar onde ele nasceu, ou por causa da sua cultura e costumes, ou por
causa da sua vida. O povo nordestino é um povo sofrido e batalhador, que nunca
desisti, e que apesar de todas as dificuldades sempre segue em frente em busca
de paz e felicidade. As condições socais, políticas e econômicas em que vivemos
não dá direito a ninguém de nos discriminar. Não somos nem melhores, nem piores
que ninguém, somos iguais a qualquer ser humano da Terra, a qualquer ser vivo
da Terra.
Portanto, o
povo nordestino não é diferente de mais ninguém, são pessoas como qualquer
outra, que apesar de viver em diferentes condições sociais, tem capacidade de
ser como qualquer outra pessoa. Quando
as pessoas quiserem visitar a nossa região, as acolheremos com todo carinho e
prazer, e serão tratados como irmãos. Vivemos em um país igualitário em que
ninguém é diferente de ninguém, e que todos devem se respeitar, e devem formar
uma só união de modo que as pessoas se ajudem para formar um país e um mundo
forte, unido e acima de tudo, feliz.
Ass.: Da Vinci
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