Ser Nordestino não é apenas morar
nessa região, e sim morar, conhecer os aspectos culturais, ter orgulho de
dizer: - sou nordestino, sem medo de pensar o que as outras pessoas vão dizer
ou se vão te rejeitar.
Vivemos em mundo repleto de
preconceitos, mas será que realmente são as pessoas que criam esse tipo de
pensamento? Se analisarmos bem, não, a mídia muitas vezes só mostra o lado ruim
do nordeste, só faz com que esse preconceito em relação as pessoas das outras
regiões aumente mais, como foi o caso da adolescente do sul que denegriu a
imagem do nordeste, e tratou as pessoas nordestinas com palavras de alto calão,
sempre relacionando nós como um bicho sem valor. Infelizmente, são muitas
pessoas desse tipo que aproveitam as redes sociais para dizerem tudo que
pensam, mas só dizem besteiras e nada haver do que realmente a nossa região tem
a ofertar.
A seca e a pobreza são assuntos
que a mídia mais trata em relação ao nordeste e esquecem de mostrar o que há de
melhor no nosso estado, como as praias, as pessoas acolhedoras, os artistas,
nossa culinária, nossa biodiversidade, enfim, há vários lugares lindos no
nordeste, e não é a toa que nossa região é uma das mais procuradas por turistas
de todo Brasil para passar suas férias.
A seca foi um grande problema que
enfrentamos, mas que agora está sendo resolvido e melhorando cada vez mais,
pois apresentamos uma sociedade com mais recursos, só que a pobreza é um
problema muito difícil de lidar, porque trata de várias pessoas e de problemas
econômicos que é ocasionado pela má distribuição e desorganização da renda,e
como a própria mídia mostra, existem furtos e dinheiro desviado, pois,
infelizmente, há políticos que usam de má fé ou que aproveitam suas mordomias
com o dinheiro que era para ser da população, dinheiro esse, que
deveria está sendo investido na educação, pois muitas crianças e adultos não
tem acesso a escola e acabam ficando analfabetos, devido ao fato de nunca terem
oportunidade de frequentar uma escola, e muitos deles vão se ceder ao trabalho
infantil ou roubar, não por querem, mas precisam para sobreviver. Acontecimentos
esses que poderia ser evitado por um simples bom senso desses políticos
corruptos.
Nossa sociedade é feita de pessoas
individualistas que não ajudam a ninguém e só querem ver o seu eu se dando bem
e mais nada e são essas pessoas que causam esses tipos de transtornos por só
saber julgar, mas não gostam de serem julgadas. As pessoas quando falam do
nordeste, esquecem que aqui existem seres humanos iguais a elas, que ser pobre
não significa que vai roubar, que falar errado não significa ser “burro”, que
morar no Nordeste não significa que somos diferentes de outras pessoas. Somos
julgados por indivíduos que nem conhecem nada da nossa vida e não sabem o que
passamos para poder a cada dia tentar uma vida melhor, somos honestos,
trabalhadores, isso tenho certeza.
Temos uma realidade de hoje, que é
a de muitas pessoas trocarem sua vida daqui, que aparentemente
achava ruim, para viverem em outra região que lhe proporcionasse uma melhor
vida, mas veem que tudo isso não passa de uma ilusão.
O Nordeste é bem falado nos
livros, e apresenta uma variedade de autores que nasceram nessa região, é o
caso de Graciliano Ramos, autor do livro vidas secas, que retrata bem o que as
pessoas já pensam sobre a região: pobreza e seca, mas não para dizer o quanto a região é ruim e sim para criticar esses problemas de forma literária, que
passam aos olhos despercebidos dos políticos, e mostra que mesmo sendo pobre, a
família nunca desiste de buscar uma vida melhor sempre estando juntos para
enfrentar qualquer obstáculo e que a seca era um problema muito grande naquela
época afetando, principalmente, a zona rural que era a moradia de boa parte da
população, antigamente. Há também Morte e vida Severina de João Cabral de Melo
Neto que retrata a vida de um homem sofrido que sai da seca em busca do litoral
e pensa muitas vezes em se matar por causa da sua vida pobre, mas que ao
decorrer da história aprende que mesmo a vida sendo sofrida, ela tem que ser
vivida. São duas obras de autores diferentes, mas com assuntos e objetivos
iguais que era de criticar, de alertar a nossa sociedade para esses problemas
sociais.
Quisera eu que as pessoas fossem
mais respeitosas, não por obrigação e sim por uma simples ação de humanismo
entre cada um e que esse preconceito fosse abolido de vez da cabeça “pequena” e
sem sentimento dessas pessoas. Não tenho vergonha de dizer: - Sou nordestino e
você?
Ass: Lucas
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