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domingo, 4 de março de 2012

Orgulho de ser Nordestino

Referente ao dicionário de língua portuguesa que diz respeito à palavra “nordestino” pronuncia que é pertencente ou relativo ao Nordeste brasileiro. Habitante ou natural dessa região.
Mas o que o dicionário fala é pouco para a tamanha proporção desse nome que abrange toda uma cultura, um ritmo, uma culinária, sotaques, um povo e uma história de fé e luta.
E para você, o que significa ser nordestino?
De acordo com alguns autores da literatura brasileira como João Cabral de Melo Neto escrevendo a obra Morte e vida severina e como Graciliano Ramos trazendo como sua obra prima Vidas Secas, eles mostram um nordeste sofrido, pobre, faminto e de retirantes que tentam fugir da seca e buscar refúgio em outras regiões brasileiras. Eles retrataram em suas obras o realismo dessa região numa época onde o nordeste estava passando por muita seca e os nordestinos por muitas dificuldades lutando contra a corrente que os levava para a morte.
Isso não deixa de ser verdade para aquela época, quando se refere à luta que os nordestinos tiveram que passar para chegar até aqui. A situação, porém melhorou bastante e eles deixaram de migrar para outras regiões e permaneceram deslocando-se dentro mesmo da própria região.
 A mídia, por sua vez, vende uma imagem errônea e muitas pessoas compram essa idéia do nordestino de 30. Sofrido, faminto, pobre, humilde e sem muitas condições para sustento. E para quê tudo isso? Para quê oprimir e humilhar essas pessoas? Desde quando, ser nordestino é defeito?
Um problema dessa região ainda são os políticos que se se aproveitam das condições não favoráveis economicamente de algumas pessoas para oferecerem “favores” em troca de votos. Sendo que estes que se elegem não têm qualificação e caráter necessário para ocupar um cargo de poder. Futuramente, com pessoas mais bem instruídas para ocupar os cargos políticos esse fato deve mudar.
As pessoas que nascem ou moram nessa região muitas vezes são vítimas de preconceitos culturais por essas imagens distorcidas que são mostradas pela indústria da seca e por pessoas preconceituosas que espalham conceitos sem conhecimento crítico com relação a esse tema. Um exemplo atual disso foi o caso de preconceito no twitter da usuária Sophia Fernandes (@SophiaofDreams) que insultou os nordestinos de maneira rude, grosseira e hostil. 
Mas esse não é um caso isolado, muito pelo o contrário, esse conceito sem conhecimento contra um povo tão batalhador, que luta em busca de seus direitos, que trabalha para sustentar sua família, assim como qualquer outro cidadão do país, acontece aos montes.
Afinal, sotaque, roupas, aparência, músicas, estilos, culinária... Porque muitas pessoas se dizem melhores que esse povo? Porque existe tanto ódio contra essas pessoas? Falta de cultura seria uma delas? Pessoas sem estudos? Essas pessoas devem procurar informações fundamentadas para se interarem bem do assunto e perceberem que muitos dos grandes nomes da literatura brasileira e influências do Brasil são originais do nordeste como: Jorge Amado, José de Alencar, Raquel de Queiróz, Patativa do Assaré, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, Manoel Bandeira, Zé Ramalho, Luíz Gonzaga e Chico Anízio.
E não acabam aí as façanhas do povo nordestino, por exemplo, a primeira faculdade de direito do Brasil, foi fundada em Pernambuco. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) foram criados por Casimiro Montenegro Filho, um nordestino. O ENEM, também foi criado por uma nordestina.
Essa história de que as pessoas nordestinas não têm muito estudo é coisa do passado. Com o governo Lula foram criados Institutos de educação, Ciência e Tecnologia para melhorar o desempenho dos estudantes e criar novos técnicos qualificados, preparando-os para a vida e para o mercado de trabalho. Também há bolsas de incentivos para as crianças não saírem da escola. Ainda há a necessidade de melhorar a educação no nordeste, mas a educação brasileira em si tem que melhorar por completo, não há déficit em apenas região, mas em todo o país.
É a partir do preconceito contra as pessoas da região nordeste que surge o movimento “Orgulho de ser Nordestino” nas redes sociais. Que são pessoas que buscam mostrar todas as qualidades que a região nordeste tem e o lado que muitos não conhecem dessa região. Mostrar que essas terras têm sim seus valores, e muitos por sinal. Eles buscam uma melhor humanização para esse povo e mostrar que pernambucanos, paulistas, cearenses, cariocas, potiguares, gaúchos, mato-grossenses, paraenses... Todos são brasileiros, todos são iguais, cada um com suas características, mas ninguém é melhor ou pior do que ninguém.
Não é fácil ser mostrado uma imagem diferente da que realmente é, sofrer preconceitos e serem vistos como pobres miseráveis, sem cultura e estúpidos. Mas não precisamos dar importância a esses comentários banais de pessoas ignorantes do assunto. Acordamos todos os dias erguemos a cabeça, temos fé sempre e vamos à luta. Por isso tenho orgulho de ser nordestina! 
                                                                                              - Sara Smith


domingo, 29 de janeiro de 2012

Deep Web: O lado negro da internet


Há mais mistérios entre a internet e o usuário do que se pode imaginar.

Para aqueles que acham que a internet se resume as páginas de busca que o Google oferece, aí é que se enganam.
Muitos usuários pensam que quando se faz uma pesquisa no Google, por exemplo, tudo que se pode ter sobre o assunto encontra-se disponível para o acesso. Mas não é bem assim. Milhões de sites não são encontrados nos mecanismos de busca convencionais. É aí que chegamos à Deep Web.

Essa internet obscura também conhecida como: Deep Web, Deepnet, Darknet, Undernet, internet invisível, internet secreta ou profunda, foi criada por volta dos anos 90. Uma grande parte de usuários da internet nunca acessou esse lado profundo e outros nem se quer sabem de sua existência. Mas ele é real e é bem maior do que podemos imaginar. Para se ter noção da proporção do que estamos falando, alguns pesquisadores acreditam que a internet invisível pode ser 500 vezes maior do que a internet que vemos.       
A Deep Web não se encontra nas páginas de busca do Google, do Yahoo ou do Bing, simplesmente porque não querem ser encontrados. Não é encontrado na superfície, mas sim nas profundezas. Mas a pergunta que fica é: O que se pode encontrar lá?
 De tudo na verdade, alguns usuários que tem um pouco de conhecimento de códigos de acessos estão lá apenas para não serem incomodados. Isso é o menos estranho que se pode encontrar por lá. Mas não são simples códigos como HTML, o que dificulta muito a busca. São criptografias que apenas hackers e pessoas no mínimo entendidas do assunto podem acessar. É um local que não é recomendado para o uso de usuários comuns. Na Deep Web há muita coisa ilegal, chegando a ser conspiratória, como a pornografia infantil, atos de pedofilia, estupro, hackres, crackres, vírus fortíssimos que podem destruir seu computador, pirataria, rastreamento, serial killers, canibalismo, seitas satânicas, comunidades terroristas, redes nazistas, mercado negro: tráfico de drogas, tráfico de órgãos, dentre outras atrocidades. Todos agindo livremente na internet, longe dos olhos de usuários comuns.
Lá não se encontram coisas sobre extras terrestres, fantasmas, discos voadores ou coisas desse tipo. Tudo lá é muito real e perigoso. E para aqueles que tentam “se aventurar” nessa rede, podem se deparar com o IPI rastreado pelo Serviço Secreto, contas bloqueadas, vítima de chantagens, roubos de senhas, malwares, vírus, dentre tantas outras coisas... Há rumores de monitoramento da polícia federal nesses sites. É por isso que existem provedores próprios para o uso dessa internet secreta que faz com que o usuário acesse como anônimo, ou então terá sérios problemas. O que acontece na rede e o que pode acontecer com usuário e seu computador são problemas suficientes, não acha?
Não é recomendado para nenhum usuário acessar esse lado desconhecido para muitos. Assim como falam de drogas, sendo um assunto para informação e discussão, não de incentivo, do mesmo modo acontece aqui com relação a Deep Web. Esse texto é apenas para que os usuários fiquem informados que ela existe, não é para que os curiosos tentem acessá-la. Afinal, você pode não ser forte e esperto o suficiente para encará-la. 
                                                                                                                                          – Sara Smith