Logo ao amanhecer Marisol abria
seus olhinhos e punha seu vestido com estampa florida, um vestido simples que
já fora remendado incontáveis vezes. Ao vestir-se saia de casa para conseguir a
pouca renda da família, pois seu pai havia morrido em um acidente de carro há
um ano e era dela a responsabilidade de conseguir o sustento de seu irmãozinho
e de sua mãe, esta se encontrava doente e muito debilitada.
Marisol trabalhava na Fazenda
Medeiros. Sempre que chegava à fazenda cumprimentava a todos e depois se dirigia
á cozinha, seu local de trabalho era lá que passava a maior parte do dia.
Enquanto todos realizavam tarefas variadas a menina era responsável apenas por
uma.
Passara o dia lavando pratos,
pilhas e mais pilhas de pratos. Pareciam ser infinitas as pilhas. Ao final do
dia quando a pia já se encontrava despida de pratos, a doce menina olhava para
suas pequenas mãozinhas completamente enrugadas e então respirava
profundamente, não era um simples suspiro era um suspiro de alívio e doçura.
Sempre educada cumprimentava a
todos ao sair. Andava quilômetros até em casa, antes de chegar em casa sempre
passava na padaria e comprava pães, leite e ovos. Era com isso que sua mãe e
seu irmãozinho fariam a última refeição do dia. Sim, era um jantar mais que
simples, porém era feliz, honesto e harmonioso. Após o jantar Marisol sempre
tirava os pratos da mesa e depois os lavava. Logo depois ela colocara seu irmão
para dormir em um sono tranqüilo e se despedia de sua mãe dando-lhe um beijo na
testa.
Tomou um banho, colocou sua
camisolinha e ajoelhou-se para rezar. Ao terminar suas orações deitou em sua
caminha improvisada e antes de adormecer como um anjo, disse: “amanhã lavarei
mais pratos, será que um dia eles irão acabar?”. Então adormecia profundamente,
sonhando com amanhãs melhores para ela e principalmente para sua família.
Samantha Soriedem

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