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domingo, 4 de março de 2012

Ser Nordestino: Motivo de Vergonha?


 O Nordeste é a 3ª maior região do país em termos territoriais e a que possui o maior número de estados com suas belas paisagens é o destino preferido dos turistas brasileiros, entretanto essa é a região que apresenta os mais baixos indicadores socioeconômicos do país, tais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).  Razão pela qual é vítima de grande preconceito principalmente da região Sudeste, a mais desenvolvida do país e somos vistos como os sustentados por essa região. O preconceito é tão grande que chega a ser motivo de vergonha, para muitos, morar nessa parte do Brasil.
No meu ponto de vista ser nordestina é motivo de orgulho, pois além de morarmos em região de paisagens paradisíacas possuímos uma cultura fascinante, incomparável com as demais regiões do país e será mesmo que temos culpa por sermos uma região pobre economicamente?Por sempre sermos vistos como miseráveis? Com certeza não!
Uma das principais razões para tanto preconceito com certeza é a mídia que claramente toma partido e com seus estereótipos acaba por engrossar o preconceito. Na TV brasileira o Nordestino sempre é visto como um miserável. É incrível como nas novelas globais os Nordestinos são sempre retirantes e mesmo se forem ricos é porque vieram para São Paulo a procura de uma vida melhor e quando passa o local de onde vieram é sempre uma casa de palha onde passavam fome a exemplo disso está a novela “Aquele Beijo” onde o personagem Felizardo Barbosa (nordestino) é retratado nessas condições.Além disso ainda tem os sotaques grotescos que é tudo menos o jeito que nós falamos.
Hoje o Nordeste pode até ser uma região extremamente pobre, mas não nos esqueçamos que até o século XVIII foi a região mais rica do país além da base histórica do começo da economia do Brasil. Este é o berço de grandes escritores como Graciliano Ramos considerado o maior romancista do modernismo brasileiro que com maestria escreveu o livro “Vidas Secas” mostrando a realidade viva do homem sertanejo que sofre com sua condição social no Nordeste brasileiro. Um dos mais importantes poetas do Brasil no século 20 foi João Cabral de Melo Neto, pernambucano. O Maior poeta indianista brasileiro foi o maranhense Gonçalves Dias. O sergipano Sílvio Romero foi o primeiro historiador sistemático da Literatura Brasileira.
Apesar de haver coisas boas como as citadas a cima não podemos deixar de falar que o Nordeste ainda é vítima de diversos problemas como a chamada “indústria da seca” fenômeno político onde aqueles que têm influência política ou são economicamente poderosos procuram eternizar o problema da seca e impedir que ações eficazes sejam adotadas. É comum no interior Nordestino um político conseguir votos prometendo sacas de cimento, cestas básicas entre outras coisas.Isso é o que eu chamo também de uma desumanização já que as pessoas são rebaixadas a mera forma de se  chegar ao poder.
O processo de humanização com certeza se dá apartir meios que possibilitem uma vida humana digna e dentro disso se encaixa algumas atitudes do governo como os projetos sociais, as tão polêmicas bolsas, as casas populares e alguns outros escassos projetos na área da educação e saúde que, preciso dizer, também trazem seus problemas como a situação desregular de inúmeras famílias no projeto “Bolsa família”.
Comentários infelizes de xenofobia explícita como de uma gaúcha no twitter algum tempo atrás são feitos sem nenhum conhecimento, o preconceito não é motivo para que tenhamos vergonha de nossas origens muito pelo contrário é mais um motivo para lutarmos e mostrarmos aos outros que estão errados. O Nordeste é mais uma região  brasileiro cheio de particularidades e como tal deve ser respeitado.

                                                                                                                                Ass.:Capitu


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Observando

Como toda cebola pensante, eu penso, e isso pode gerar textos como o que irá ler a seguir.
Verdadeiros devaneios de uma cebolinha pensante!

       Estou aqui, como diz a música de Zélia Duncan “esperando o ônibus da escola” é um fim de tarde nublado, não tinha em mente escrever este texto, foi um impulso, de repente estava com lápis e papel na mão. Próximos a mim dois homens conversam dentro de um carro que possui uma grande placa, “vendem-se cofres” achei isso curioso, talvez seja por isso que resolvi escrever esse texto.
      Há um rapaz do meu lado falando pelo celular, gostaria muito de não ouvir sua conversa, mas isso é simplesmente impossível, ele grita á plenos pulmões acho que até mesmo as pessoas que passam pela outra calçada conseguem ouvi-lo, deve ser por isso que todos, sem exceção,olham para mim e rapidamente giram a cabeça em sua direção. Começo a ficar envergonhada.
      Estou sentada no primeiro de grau de uma escada, meus pés balançam e insistem em bater nos outros degraus.As pessoas continuam a passar e a olhar para mim e o meu amigo de voz alta.Uma garota de roupas esportivas passa pelo meio da rua e, de repente, o cara do carro ficar a observar o seu bumbum,fico revoltada, estou prestes a tentar bater nele, mas a menina já está na outra esquina e o cara volta a sentar-se, o vento sopra meus cabelos e eu volto a me acalmar.
      Provavelmente não estão entendendo porque estou escrevendo isto, sinceramente nem eu sei, o fato é que observar a rua e as pessoas me dá uma sensação de conforto, familiaridade é como se nunca tivesse deixado de fazer isso.
      Um cheirinho de chuva infesta o ar, o vento sopra mais forte e, quando estou prestes a ficar encharcada, o ônibus chega, rapidamente salto para dentro...
                                                                                                                                   Ass.: Capitu

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sem Ideia





Como não consigo escolher um tema  resolvi então postar o porque disso, ou seja, falar das dificuldades que eu e a maioria das pessoas sentem quando tentam escrever.

     Escolher um tema,por si só, já é bastante difícil , o crescente numero de textos,blogs, sites que circulam pela internet deveria me ajudar, porém por causa dessa enorme diversidade de temas acabo ficando mais e mais confusa.Em um  momento penso em escrever sobre um assunto dois minutos depois já quero outro!E assim o tempo passa e não consigo me decidir.
      Se escolher o assunto já é difícil imagine desenvolvê-lo?Você pensa...pensa,mas as idéias não vêm na sua cabeça e quando vem você não consegue passar para o papel,você escreve apaga, escreve apaga...E no fim (quando a folha já está quase rasgada)você  ler as poucas palavras que  escreveu e continua achando um lixo!Aí, vem o desespero e você começa a odiar tudo,a gritar e a chorar(como eu estava fazendo antes desse texto).
     Aproximadamente três horas depois, quando já está mais calmo,seu texto começa a fluir e você,naturalmente,a ficar mais feliz até o momento em que tem que decidir o título, lá se vem o desespero novamente, pergunta para a mãe ,para o pai,para os irmãos,pesquisa na internet e ...nada!!Você não consegue decidir , já está prestes a desistir do texto,mas como já perdeu muito tempo, você pensa “agora eu vou até o fim”aí (como mágica)o título surge,pode não ser o melhor ,mas é com esse título que seu texto será postado e ponto final.
    Pronto seu texto está feito , o título já foi escolhido ,agora é só postar ,mas...aí vem a pior parte! Depois de  ler e reler seu texto você começa a pensar que ele não está bom que as pessoas não irão gostar, não irão querer ler ou  irão te criticar. Acredito que isso decorra do receio de se revelar, de se mostrar ao mundo, também sou assim , por isso estou muito feliz por poder assinar com um pseudônimo, me sinto mais segura e com coragem de postar esse texto.

Ass.:Capitu