Como toda cebola pensante, eu penso, e isso pode gerar textos como o que irá ler a seguir.
Verdadeiros devaneios de uma cebolinha pensante!
Estou aqui, como diz a música de Zélia Duncan “esperando o ônibus da escola” é um fim de tarde nublado, não tinha em mente escrever este texto, foi um impulso, de repente estava com lápis e papel na mão. Próximos a mim dois homens conversam dentro de um carro que possui uma grande placa, “vendem-se cofres” achei isso curioso, talvez seja por isso que resolvi escrever esse texto.
Há um rapaz do meu lado falando pelo celular, gostaria muito de não ouvir sua conversa, mas isso é simplesmente impossível, ele grita á plenos pulmões acho que até mesmo as pessoas que passam pela outra calçada conseguem ouvi-lo, deve ser por isso que todos, sem exceção,olham para mim e rapidamente giram a cabeça em sua direção. Começo a ficar envergonhada.
Estou sentada no primeiro de grau de uma escada, meus pés balançam e insistem em bater nos outros degraus.As pessoas continuam a passar e a olhar para mim e o meu amigo de voz alta.Uma garota de roupas esportivas passa pelo meio da rua e, de repente, o cara do carro ficar a observar o seu bumbum,fico revoltada, estou prestes a tentar bater nele, mas a menina já está na outra esquina e o cara volta a sentar-se, o vento sopra meus cabelos e eu volto a me acalmar.
Provavelmente não estão entendendo porque estou escrevendo isto, sinceramente nem eu sei, o fato é que observar a rua e as pessoas me dá uma sensação de conforto, familiaridade é como se nunca tivesse deixado de fazer isso.
Um cheirinho de chuva infesta o ar, o vento sopra mais forte e, quando estou prestes a ficar encharcada, o ônibus chega, rapidamente salto para dentro...
Ass.: Capitu
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