Quando se
fala em Nordeste a primeira impressão que se tem é de seca e miséria.
Entretanto, isso não corresponde ao retrato do Nordeste hoje, pois essa região,
apesar de ter sofrido e ainda vir sofrendo pelos efeitos da seca, possui também
muitos destaques, que vão desde belezas naturais à sua arte singular, bem como
uma história de superação do povo nordestino.
Desde
meados do século passado, muitas pessoas saíam do Nordeste em busca de melhores
condições de vida e oportunidades de trabalho, principalmente, nas regiões Sul
e Sudeste, conhecidas pela sua riqueza e pelo seu desenvolvimento industrial.
Tanto os que ficavam em sua terra natal quanto os que faziam parte desse processo
migratório sofriam as consequências de um sistema desumano. Os primeiros viam
sua lavoura secar, seus animais morrerem e seus filhos passarem fome, por
vezes, até a morte, como foi retratado na literatura e na música. Quanto a
esses últimos, embora alguns tenham conseguido certa ascensão social, a maioria
precisava se submeter a relações de trabalho degradantes, trocando sua
mão-de-obra, muitas vezes, apenas por um prato de comida, sendo que muitos se transformaram
na população marginalizada das grandes cidades.
Dentre os
autores que retratam a realidade acima citada, estão: Luiz Gonzaga, com sua música;
Ariano Suassuna, que entre suas obras principais está a peça teatral o “auto da
compadecida”; Graciliano Ramos, autor de “Vidas Secas” e Patativa do Assaré, um
poeta popular, compositor e cantor cearense; além da literatura de cordel. Tanto
na arte como nas obras literárias, encontram-se discussões sobre as
dificuldades, a astúcia e a história de superação do povo nordestino, como
também sobre a politicagem, tão forte nessa região.
Os
políticos, especialmente no contexto nordestino, há muito tempo, vêm se
aproveitando da falta de instrução e da situação de miséria das pessoas para
permanecerem no poder. Assim, desde o coronelismo, que os mesmos oferecem “pequenos
favores” em troca do voto das pessoas, que, por não terem acesso à educação
acreditam/acreditavam na boa intenção desse tipo de candidato aos cargos
públicos, os quais, quando estão no poder, acabam se apropriando das verbas que
deveriam ser destinadas à melhoria da condição de vida das pessoas. Essa
situação alimentou um ciclo vicioso, onde a miséria, a falta de educação e a
perpetuação de políticos corruptos no poder estão/estavam estreitamente ligadas.
Por outro
lado, é em meio às adversidades sociais, econômicas e ambientais que se pode
constatar a resistência e a astúcia do povo nordestino, que conseguia
sobreviver em meio a tantas situações difíceis, utilizando-se apenas da sua
força de trabalho e da criatividade, sem perder a fé e a esperança, que são
retratadas na sua arte alegre, além de ter contribuído com sua mão-de-obra para
a construção e desenvolvimento de grandes cidades brasileiras.
Hoje, dada
a execução de políticas públicas e sociais, o Nordeste vem se desenvolvendo social
e economicamente e não representa mais o retrato da fome e da miséria, embora
ainda tenha muitos problemas sociais, como ocorre em todo o país e não apenas
nesta região. Os efeitos da seca estão sendo amenizados com a construção de
obras públicas, como reservatórios e adutores, e com os programas sociais do
governo, que possui seus lados positivos e negativos. Além disso, essa terra
possui muitas belezas naturais, que atraem investimento e turismo, a exemplo de
suas praias e do seu Sertão árido, que também tem seu valor e sua beleza.
Um dos
principais aspectos que vem contribuindo para a melhoria da condição de vida do
nordestino é o acesso à educação, retratado pela expressiva queda do
analfabetismo antes tão presente. A educação é a principal expressão de
melhoria, pois junto com ela vem a consciência política, a pesquisa e a
qualificação profissional nos mais diversos setores. Atualmente, o nordestino
não precisa mais sair de sua terra para sobreviver, pois essa lhe oferece as
condições necessárias.
Logo, é
preciso desmistificar essa ideia de Nordeste/nordestino como sinônimo de
atraso. O nordestino é, sim, demonstração de fortaleza, superação, alegria e
fé. E que fique bem claro: o Nordeste não é o Deserto do Saara, nem a “África
Brasileira”. Aqui ainda existem pobreza e desigualdade social, como em todas as
regiões do país, mas tanto nas capitais quanto no interior, as casas são de
alvenaria, tem fábricas, comércio, bancos, Shopping Center, hotelaria,
universidades, pessoas pensantes, transportes, eletrodomésticos, computadores,
internet, telefonia, perspectivas de continuar se desenvolvendo e muitas outras
coisas, ao contrário do que muitos desinformados acreditam.
Ass.: Sophia Eçara
Vocês tem alguma peça que se poça fazer para o centenário de Luiz Gonzaga... é urgentíssimo... me ajude. Desde já agradeço.
ResponderExcluirÉ mesmo também estou fazendo um trabalho com esse tema. Ajuda agente ai!
ExcluirMoço isso é de mais. Estou aqui com a mesma procura. Da um jeito de achar pra nós. Tem que ser muito interessante, que se possa dar um show. Uma peça teatral não esqueça. Please!!!
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