Sempre fui meio de jogar tudo pra cima e procurar um momento de ilusão nesse mundo louco.
Ainda quando criança li os doze trabalhos de hércules de Monteiro Lobato e as Viagens maravilhosas de Marco Pólo da Lúcia Machado de Almeida, assistia desenhos animados e filmes variados de ficção científica, mas nada me cativou mais do quê o personagem
que marcaria minha infância, Peter Pan.
De fato, nunca li o livro de Barrie e estranhamente nunca fui fã da Disney, mas o filme torna-me menos insano nesse ouro dos tolos que é essa sociedade aturdida pelos males capitalistas.
O filme convida-me a esquecer a responsabilidade que é necessário assumir a cada dia que se passa. O próprio Peter já dizia:
"Esqueça-os, Wendy. Esqueça todos eles. Vem comigo que você nunca, nunca mais terá de se preocupar com coisas que crescerão novamente"
Peter
Mas a garota tem de exitar, isto é, ela tem as tais responsabilidades, pois é a irmã mais velha.
"Nunca é um tempo muito longo"
Wendy
A promiscuidade começa as poucos a se tornar presente em nossas vidas, e aos poucos deixamos de lado a inocência.
Eu não posso dizer que a adolescência é ruim, de fato curto. Mas quando penso que em breve
lutarei para me graduar e arrumar um emprego no futuro, penso que a vida não é um livro infantil.
Em pouco tempo, eu esquecerei a maioria das memórias de minha infância, mas o importante, é nunca se despedir realmente de seu espírito que carrega seu lado lúdico, porque é preciso que você:
"Nunca diga adeus. Porque dizer adeus significa ir embora. E ir embora significa esquecer"
Peter
Ass: ScienceFiction



Achei muito bela a escolhe do autor de falar sobre Peter Pan, já assisti o filme também e é maravilhoso, me faz exatamente pensar sobre como na terra do nunca os objetivos parecem ter muito mais significado do que nossas vidas em torno do capitalismo.
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