segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Amor é fogo que arde sem se ver


Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
 É um cuidar que ganha em se perder.

 É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Amor é fogo que arde sem se ver –  Camões.


Olá cebolas pensantes! ;D
Trouxe esse poema de Camões,  primeiro porque eu sou apaixonada por ele, confesso, e segundo, porque eu queria contar-lhes como surgiu essa paixão.
Começou no início da minha transição para a adolescência, quando ganhei um livro do meu padrinho (Contos do amor em flor – Alfredo Garcia). Ele retrata todas as incertezas, inseguranças, dúvidas dessa fase tão inconstante: a adolescência. Cada capítulo contava histórias de adolescentes buscando o seu primeiro amor, e temendo o seu primeiro beijo. Eu lembro que eu li ele tantas vezes, mostrei para minhas amigas, fiz peças de teatro...(risos) Eu me identificava com tudo aquilo e achava o máximo.  E o poema de Camões  estampava a contra-capa do livro. A partir daí eu fui gostando mais e mais de “Amor é fogo que arde sem se ver”.  Prazer, Julieta!   


Ass: Julieta

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