Amor é
um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente;
É um
cuidar que ganha em se perder.
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É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Amor é
fogo que arde sem se ver – Camões.
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Olá cebolas pensantes! ;D
Trouxe esse poema de Camões, primeiro porque eu sou apaixonada por ele,
confesso, e segundo, porque eu queria contar-lhes como surgiu essa paixão.
Começou no início da minha transição para a adolescência,
quando ganhei um livro do meu padrinho (Contos do amor em flor – Alfredo Garcia).
Ele retrata todas as incertezas, inseguranças, dúvidas dessa fase tão
inconstante: a adolescência. Cada capítulo contava histórias de adolescentes
buscando o seu primeiro amor, e temendo o seu primeiro beijo. Eu lembro que eu
li ele tantas vezes, mostrei para minhas amigas, fiz peças de teatro...(risos)
Eu me identificava com tudo aquilo e achava o máximo. E o poema de Camões estampava a contra-capa do livro. A partir daí
eu fui gostando mais e mais de “Amor é fogo que arde sem se ver”. Prazer, Julieta!
Ass: Julieta
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