domingo, 4 de março de 2012

Ser nordestino...
Ser nordestino é muito mais que um povo sofredor que vive cercado pelas dificuldades da vida, sem saída e sem rumo. Ser nordestino é ser vitorioso, viver cercado de uma cultura vasta e rica em seus diversos aspectos. Viver cada dia levando consigo o aprendizado que é adquirido nessa jornada da vida.  O nordeste possui um território imenso e tem uma mescla de saberes culturais, de tradições e de experiência de vida. Nossa cultura não é pequena, ela tem uma diversidade imensa que tem repercussão no país inteiro, e ela é um dos diversos agentes caracterizadores do nordestino.
Como falar no nordestino sem falar na literatura de cordel que é conhecida no Brasil inteiro, onde temos muitos nomes importantes na literatura nacional, entre eles: Jorge Amado, José de Alencar, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos dentre muitos outros. Onde esses escritores retratam muito mais do que só o simples homem do sertão.
Mas as características desse mundo nordestino não se resumem só a isso, pois temos algo que caracteriza e muito o nordeste que é o artesanato com o bordado e as panelas de argila. Mas a pobreza também está muito ligada ao povo nordestino. Em muitos lugares quando se fala de nordeste a primeira imagem que vem na cabeça é a de um lugar seco e sem vida, com pouca água, muito sol, tristeza e fome. No entanto não somos apenas isso, temos aspectos de riqueza também, pois é aqui que se encontram as mais belas praias do território brasileiro e lugares de muitas riquezas.
Aos poucos está sendo feita uma “humanização” do nordestino, mostrando que ele também é capaz de vencer e ter uma história com um final feliz e conseguir mudar sua história de vida. Politicamente falando o nordeste não é um lugar de grandes pólos industriais, mas pouco a pouco ele vem conseguindo um destaque maior a nível nacional levando para o Brasil afora não mais aqueles nordestinos sofredores, mas sim pessoas qualificadas para ocuparem vagas de empregos bons. Claro que isso não acontece em grande escala, está acontecendo aos poucos.
Portanto, ser nordestino é ser alguém com garra e determinação para enfrentar os grandes tabus que são colocados em sua frente. É ser um povo de uma cultura vasta e marcante, e levar no peito o calor de um povo hospitaleiro e vencedor. Mostrando que não somos só os retirantes que vivem em um mundo de secas, mas sim um povo que vem crescendo e se tornando o coração cultural do Brasil.
Sakura

Nordeste: Necessidade gera corrupção.


        Segunda maior região do Brasil com maior número de estados se comparado as outras regiões. O clima seco predomina e caracteriza o Nordeste, a baixa escolaridade e o alto índice de pobreza fazem a imagem desse, pelos diversos cantos do país. No entanto, ainda existe uma outra visão por possuir em seu território grande parte do litoral brasileiro, as praias e dunas passam o lado belíssimo do território.
        A pobreza vem sendo a muito tempo ponto de estratégia de políticos e a falta de escolaridade de certa forma trás influência sobre o fato. No período de escolha daqueles que posteriormente tomarão posse de cargos autorais, esses aproveitam-se da inocência, ingenuidade e fome dos bichos comprando-os com cestas básicas e etc, dando-lhes agora o que comer para depois quando estiverem no poder tirar-lhes o que não tem e não dar-lhes mais nada, porque afinal já foi-lhes dado.
        Desde muito cedo, as pessoas são levadas a trabalhar no pesado para ajudar a família, com isso não têm tempo de estudar e acomodam-se com o saber que adquirem ao longo da vida, eis o motivo principal de um índice tão alto de analfabetos ou pessoas que não concluíram o ensino fundamental.
        Entretanto, apesar de todos os pontos que fragilizam o retrato da região, tantos outros a enriquecem. Cultura, culinária, biodiversidade e muitos outros pontos mostram o que o Nordeste tem de melhor e mais belo.

(pr0messas)

Nordestino: 1 palavra, 50 milhões de pessoas.

Nordeste, esta região constituída por 9 estados com mais de 50 milhões de habitantes e uma área de mais de 1,5 milhões de quilômetros quadrados equivalente a 18% do território brasileiro. Palco do descobrimento do Brasil no século XVI e onde se deu início a primeira atividade econômica do país, a extração do pau-brasil.
Afinal, o que é ser nordestino?
Obviamente, os dicionários trarão significados referentes a pertencer a esta região. No entanto, há mais do que simplesmente isso, ser nordestino é ser dono de uma cultura invejável para qualquer outra região do país.
Temos em nosso “acervo” cultural figuras importantes da literatura como Graciliano Ramos, Ariano Suassuna, José de Alencar, Rachel de Queiroz; Na música temos nomes como Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Maria Betânia e Zé Ramalho.
Na questão do turismo, a região nordeste também se destaca perante as outras. De acordo com a pesquisa "Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009" realizada pelo Vox Populi, o primeiro e o segundo destinos turísticos preferidos pelos brasileiros ficam na região nordeste, são eles Bahia e Pernambuco. Sem falar nas maravilhosas praias nordestinas que atraem turistas do mundo todo.
Apesar dos diversos pontos positivos da região, o Nordeste ainda sofre com vários problemas. É a região com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.
Com relação à política, é comum observarmos no interior nordestino a desumanização da população com menos condições por parte dos políticos que se aproveitam da ingenuidade dessas pessoas e obtêm votos em troca de favores pífios como uma simples cesta básica ou uma pequena quantia em dinheiro. No final, estes políticos acabam se elegendo e usando de sua política pão e circo para alienar a população. Triste realidade.
As outras regiões brasileiras, principalmente a sudeste, fazem descaso da região nordeste, criando estereótipos infelizes da população. Além disso, os ditos cidadãos (podemos chamar assim?) superiores difamam a região por motivos como pobreza e seca.
A mídia também não ajuda muito, a exemplo temos as novelas das grandes emissoras de tv que insistem em retratar personagens nordestinos com um sotaque arrastado, de baixa classe social e que sempre é jogado para o núcleo cômico da trama. Como se isso fosse engraçado.
Na literatura brasileira, presenciamos uma safra de livros como “Vida e Morte Severina” de João Cabral de Melo Neto e “Vidas Secas” de Graciliano Ramos com a temática da migração do nordeste para regiões mais bem desenvolvidas do país. Vale destacar que essas obras foram escritas em épocas passadas onde essa migração era mais comum, não que hoje não haja mais isso, mas ao observarmos estudos como o “Nova geoeconomia do emprego no Brasil” promovido pela Unicamp, veremos que estados como Ceará, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte receberam mais migrantes entre 1999 e 2004 do que enviaram para outras regiões.
Nas redes sociais é comum encontrarmos casos de xenofobia para com a região nordeste. No entanto, felizmente, esses casos são de uma minoria ignorante que é logo repreendida pelos demais usuários que ressaltam seu orgulho pela região apesar das críticas. A exemplo temos a hashtag #OrgulhodeSerNordestino que já figurou inúmeras vezes entre os assuntos mais falados do Twitter no Brasil e as inúmeras páginas no facebook.




Não vamos levar a sério esses comentários maldosos acerca de nossa região, afinal a história por si só responderá eles. Com ou sem problemas, o povo nordestino é batalhador e merece respeito assim como qualquer cidadão brasileiro.

por: Cilan

Afinal de contas, o que é ser nordestino?


Muitas pessoas encaram a região nordeste como sinônimo de pobreza, fome e miséria. A mídia cria uma imagem distorcida que só retrata a seca e um povo sofredor. Será que isso é verdade?  Muita gente comete equívocos quando fala dessa região brasileira.O nordestino é antes de mais nada  feliz que pode até viver com pouco, mas estando ao lado de sua  família já é o suficiente.
A quem diga que esse povo é analfabeto, pobre, sem cultura e não sabe falar porque tem seu sotaque “arrastado”. O nordeste é alvo de preconceitos. É fato que grande parte da população seja pobre, mas estamos vivendo um intenso crescimento na economia o que acarreta em maiores números de oportunidades de trabalho. A nossa cultura está além de manifestações folclóricas e está registrada na literatura, onde os escritores retratam a vida nordestina e fazem críticas a sociedade. Ninguém lembra que grandes nomes da literatura saíram do nordeste como João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, Raquel de Queiroz, Graciliano Ramos, entre outros.
Na música popular destacam-se ritmos como, baião, xote , xaxado, forró, entre outros. Com grandes nomes da música como Luiz Gonzaga, Fagner, Zé Ramalho. Tem gente que menospreza o estilo musical desses artistas, mas qual é o pai que quer ver suas filhas dançarem até o chão e serem chamadas carinhosamente de “cachorras”?
Infelizmente, a política no nordeste não é um motivo de orgulho e se resume em troca de favores, o político se aproveita dos baixos índices pluviométricos da região  e  chega na casa das famílias que estão  passando fome e oferece uma cesta básica, a famosa compra de votos.  Isso é extremamente errado, quer dizer é um crime para ser mais especifica, mas vamos se colocar no lugar de cada pai de família que ver seus filhos sofrendo, isso é uma atitude de desespero.
O nordeste está passando por um processo de humanização no momento em que está havendo melhora na educação, acesso a laboratórios nas escolas, energia elétrica na zona rural, mas ao mesmo tempo de desumanização que está ligado ao preconceito nas redes sociais, onde pessoas de outras regiões do país insultam os nordestinos.
A grande maioria de nordestinos tem vergonha de assumirem suas origens, porque tem medo de serem insultados e excluídos de um determinado grupo, coisa típica de adolescentes, mas que se aplica a demais faixas etárias de idade.  Pessoas que moram em sítios chegam a negar o local de sua moradia, por medo. Isso não é motivo para acanhamento, sabe o que é feio são essas pessoas que saem por aí denegrindo a imagem de um povo tão trabalhador. Para que tanta discriminação? Somos todos brasileiros!
ASS: Cecília

O valor do nordestino


Ser nordestino nos dias de hoje não é uma tarefa fácil. Estamos sempre cercados por discriminação e preconceito vindos de qualquer parte, seja de outras regiões ou até mesmo daqui. O nordeste não é tão valorizado em suas belezas naturais, culturais, históricas. Infelizmente, os seus estereótipos se sobressaem e o ser nordestino vai perdendo sua identidade.
O nordeste é sempre representado como a região da seca, da miséria, da ignorância, da violência, da fome e da injustiça social. E essa representação está nos livros, nos filmes, na televisão. Desde a década de 30, com o regionalismo, a imagem do nordeste seco e miserável é disseminada. Em alguns romances regionalistas, há a coisificação do homem e a humanização dos animais. Os animais possuem sentimentos, agem de forma racional, e os homens consideram-se animais, por causa de sua vida miserável. Exemplos disso são as obras Vidas Secas e São Bernardo de Graciliano Ramos e O Burrinho Pedrês de Guimarães Rosa.
Outro aspecto negativo que é disseminado é a submissão do nordeste à região sudeste desenvolvida, como se todos nordestinos fossem miseráveis e necessitados de ajuda. E por que há essa contraposição de regiões? Existe um jogo de interesse que desencadeia isso. Para uma se destacar, e se desenvolver, outra precisa estar oposta. No sistema capitalista em que vivemos não existem relações simbióticas, pelo contrário, alguém tem que perder para outro ganhar. E isso na política é visto claramente. Para os que estão no poder é muito interessante ter alguém que esteja sempre subordinado a seus favores.
O nordeste é uma das regiões mais ricas e diversificadas culturalmente, destacando-se em várias áreas, como: na culinária, música, literatura, festas típicas, porém, ainda não há uma maior valorização. Nós nordestinos precisamos conhecer nossa região, porque o preconceito, muitas vezes, é originado dos próprios habitantes. Nós precisamos tirar esses estereótipos negativos que impuseram ao nordeste, e assim constituirmos nossa verdadeira identidade nordestina.

Ass: Julieta
Uma desmistificação da ideia do nordestino

Quando se fala em Nordeste a primeira impressão que se tem é de seca e miséria. Entretanto, isso não corresponde ao retrato do Nordeste hoje, pois essa região, apesar de ter sofrido e ainda vir sofrendo pelos efeitos da seca, possui também muitos destaques, que vão desde belezas naturais à sua arte singular, bem como uma história de superação do povo nordestino.
Desde meados do século passado, muitas pessoas saíam do Nordeste em busca de melhores condições de vida e oportunidades de trabalho, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste, conhecidas pela sua riqueza e pelo seu desenvolvimento industrial. Tanto os que ficavam em sua terra natal quanto os que faziam parte desse processo migratório sofriam as consequências de um sistema desumano. Os primeiros viam sua lavoura secar, seus animais morrerem e seus filhos passarem fome, por vezes, até a morte, como foi retratado na literatura e na música. Quanto a esses últimos, embora alguns tenham conseguido certa ascensão social, a maioria precisava se submeter a relações de trabalho degradantes, trocando sua mão-de-obra, muitas vezes, apenas por um prato de comida, sendo que muitos se transformaram na população marginalizada das grandes cidades.
Dentre os autores que retratam a realidade acima citada, estão: Luiz Gonzaga, com sua música; Ariano Suassuna, que entre suas obras principais está a peça teatral o “auto da compadecida”; Graciliano Ramos, autor de “Vidas Secas” e Patativa do Assaré, um poeta popular, compositor e cantor cearense; além da literatura de cordel. Tanto na arte como nas obras literárias, encontram-se discussões sobre as dificuldades, a astúcia e a história de superação do povo nordestino, como também sobre a politicagem, tão forte nessa região.
Os políticos, especialmente no contexto nordestino, há muito tempo, vêm se aproveitando da falta de instrução e da situação de miséria das pessoas para permanecerem no poder. Assim, desde o coronelismo, que os mesmos oferecem “pequenos favores” em troca do voto das pessoas, que, por não terem acesso à educação acreditam/acreditavam na boa intenção desse tipo de candidato aos cargos públicos, os quais, quando estão no poder, acabam se apropriando das verbas que deveriam ser destinadas à melhoria da condição de vida das pessoas. Essa situação alimentou um ciclo vicioso, onde a miséria, a falta de educação e a perpetuação de políticos corruptos no poder estão/estavam estreitamente ligadas.
Por outro lado, é em meio às adversidades sociais, econômicas e ambientais que se pode constatar a resistência e a astúcia do povo nordestino, que conseguia sobreviver em meio a tantas situações difíceis, utilizando-se apenas da sua força de trabalho e da criatividade, sem perder a fé e a esperança, que são retratadas na sua arte alegre, além de ter contribuído com sua mão-de-obra para a construção e desenvolvimento de grandes cidades brasileiras.
Hoje, dada a execução de políticas públicas e sociais, o Nordeste vem se desenvolvendo social e economicamente e não representa mais o retrato da fome e da miséria, embora ainda tenha muitos problemas sociais, como ocorre em todo o país e não apenas nesta região. Os efeitos da seca estão sendo amenizados com a construção de obras públicas, como reservatórios e adutores, e com os programas sociais do governo, que possui seus lados positivos e negativos. Além disso, essa terra possui muitas belezas naturais, que atraem investimento e turismo, a exemplo de suas praias e do seu Sertão árido, que também tem seu valor e sua beleza.
Um dos principais aspectos que vem contribuindo para a melhoria da condição de vida do nordestino é o acesso à educação, retratado pela expressiva queda do analfabetismo antes tão presente. A educação é a principal expressão de melhoria, pois junto com ela vem a consciência política, a pesquisa e a qualificação profissional nos mais diversos setores. Atualmente, o nordestino não precisa mais sair de sua terra para sobreviver, pois essa lhe oferece as condições necessárias.
Logo, é preciso desmistificar essa ideia de Nordeste/nordestino como sinônimo de atraso. O nordestino é, sim, demonstração de fortaleza, superação, alegria e fé. E que fique bem claro: o Nordeste não é o Deserto do Saara, nem a “África Brasileira”. Aqui ainda existem pobreza e desigualdade social, como em todas as regiões do país, mas tanto nas capitais quanto no interior, as casas são de alvenaria, tem fábricas, comércio, bancos, Shopping Center, hotelaria, universidades, pessoas pensantes, transportes, eletrodomésticos, computadores, internet, telefonia, perspectivas de continuar se desenvolvendo e muitas outras coisas, ao contrário do que muitos desinformados acreditam.
Ass.: Sophia Eçara

Orgulho de ser Nordestino

Referente ao dicionário de língua portuguesa que diz respeito à palavra “nordestino” pronuncia que é pertencente ou relativo ao Nordeste brasileiro. Habitante ou natural dessa região.
Mas o que o dicionário fala é pouco para a tamanha proporção desse nome que abrange toda uma cultura, um ritmo, uma culinária, sotaques, um povo e uma história de fé e luta.
E para você, o que significa ser nordestino?
De acordo com alguns autores da literatura brasileira como João Cabral de Melo Neto escrevendo a obra Morte e vida severina e como Graciliano Ramos trazendo como sua obra prima Vidas Secas, eles mostram um nordeste sofrido, pobre, faminto e de retirantes que tentam fugir da seca e buscar refúgio em outras regiões brasileiras. Eles retrataram em suas obras o realismo dessa região numa época onde o nordeste estava passando por muita seca e os nordestinos por muitas dificuldades lutando contra a corrente que os levava para a morte.
Isso não deixa de ser verdade para aquela época, quando se refere à luta que os nordestinos tiveram que passar para chegar até aqui. A situação, porém melhorou bastante e eles deixaram de migrar para outras regiões e permaneceram deslocando-se dentro mesmo da própria região.
 A mídia, por sua vez, vende uma imagem errônea e muitas pessoas compram essa idéia do nordestino de 30. Sofrido, faminto, pobre, humilde e sem muitas condições para sustento. E para quê tudo isso? Para quê oprimir e humilhar essas pessoas? Desde quando, ser nordestino é defeito?
Um problema dessa região ainda são os políticos que se se aproveitam das condições não favoráveis economicamente de algumas pessoas para oferecerem “favores” em troca de votos. Sendo que estes que se elegem não têm qualificação e caráter necessário para ocupar um cargo de poder. Futuramente, com pessoas mais bem instruídas para ocupar os cargos políticos esse fato deve mudar.
As pessoas que nascem ou moram nessa região muitas vezes são vítimas de preconceitos culturais por essas imagens distorcidas que são mostradas pela indústria da seca e por pessoas preconceituosas que espalham conceitos sem conhecimento crítico com relação a esse tema. Um exemplo atual disso foi o caso de preconceito no twitter da usuária Sophia Fernandes (@SophiaofDreams) que insultou os nordestinos de maneira rude, grosseira e hostil. 
Mas esse não é um caso isolado, muito pelo o contrário, esse conceito sem conhecimento contra um povo tão batalhador, que luta em busca de seus direitos, que trabalha para sustentar sua família, assim como qualquer outro cidadão do país, acontece aos montes.
Afinal, sotaque, roupas, aparência, músicas, estilos, culinária... Porque muitas pessoas se dizem melhores que esse povo? Porque existe tanto ódio contra essas pessoas? Falta de cultura seria uma delas? Pessoas sem estudos? Essas pessoas devem procurar informações fundamentadas para se interarem bem do assunto e perceberem que muitos dos grandes nomes da literatura brasileira e influências do Brasil são originais do nordeste como: Jorge Amado, José de Alencar, Raquel de Queiróz, Patativa do Assaré, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, Manoel Bandeira, Zé Ramalho, Luíz Gonzaga e Chico Anízio.
E não acabam aí as façanhas do povo nordestino, por exemplo, a primeira faculdade de direito do Brasil, foi fundada em Pernambuco. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) foram criados por Casimiro Montenegro Filho, um nordestino. O ENEM, também foi criado por uma nordestina.
Essa história de que as pessoas nordestinas não têm muito estudo é coisa do passado. Com o governo Lula foram criados Institutos de educação, Ciência e Tecnologia para melhorar o desempenho dos estudantes e criar novos técnicos qualificados, preparando-os para a vida e para o mercado de trabalho. Também há bolsas de incentivos para as crianças não saírem da escola. Ainda há a necessidade de melhorar a educação no nordeste, mas a educação brasileira em si tem que melhorar por completo, não há déficit em apenas região, mas em todo o país.
É a partir do preconceito contra as pessoas da região nordeste que surge o movimento “Orgulho de ser Nordestino” nas redes sociais. Que são pessoas que buscam mostrar todas as qualidades que a região nordeste tem e o lado que muitos não conhecem dessa região. Mostrar que essas terras têm sim seus valores, e muitos por sinal. Eles buscam uma melhor humanização para esse povo e mostrar que pernambucanos, paulistas, cearenses, cariocas, potiguares, gaúchos, mato-grossenses, paraenses... Todos são brasileiros, todos são iguais, cada um com suas características, mas ninguém é melhor ou pior do que ninguém.
Não é fácil ser mostrado uma imagem diferente da que realmente é, sofrer preconceitos e serem vistos como pobres miseráveis, sem cultura e estúpidos. Mas não precisamos dar importância a esses comentários banais de pessoas ignorantes do assunto. Acordamos todos os dias erguemos a cabeça, temos fé sempre e vamos à luta. Por isso tenho orgulho de ser nordestina! 
                                                                                              - Sara Smith