sábado, 10 de março de 2012

promessas com um 0? ãn?

          Imagino a reação das pessoas ao ler meu pseudônimo, foram risos provocados a muitos e curiosidade a outros, ou ainda pensaram em um erro de digitação, quem sabe. O zero foi sim intencional, e desde o início havia um propósito a ser passado por meio dele juntamente com a palavra promessas. Mas porque pr0messas? porque um zero no lugar da letra O?
          O zero simboliza um inicio, algo que um dia foi nada, afinal, é o que esse número representa. Um dia eu fui esse nada, aliás, nada não, era sonho do Senhor, era plano dEle, até que então Ele me trouxe até esse mundo, mundo o qual tive que me adaptar, o qual fui conhecendo aos poucos, mas que a primeira coisa que me impulsionou a continuar por aqui, foi ao abrir meus pequenos olhinhos ver o anjo que iria me acompanhar nessa caminhada, e esse anjo Ele mandou que chamasse de mãe. É... o mais perfeito dos anjos, e o Senhor o mandou para cuidar daquela pequena que acabava de chegar a um local que até então nada conhecia, para a guiar e ensinar os primeiros passos, e acompanhar ela por toda sua trajetória.
          Saudade do tempo em que perguntava a esse anjo: "Mãe, é pra lavar o cabelo?", em que trocava minhas fraudas, e me dizia que era para tirar o dedo da tomada, porque se não iria morar no céu antes do tempo, é... o anjo tinha medo de perder aquela pequena criatura que havia acabado de chegar. Pequena a qual o anjo carregou durante 9 meses, e sentiu tantas dores, mas que vendo seu presente nos braços, apenas sorria, apesar de sentir  dor de seus seios doloridos carregados de leite, sorria, era a primeira vez que amamentava aquela criança. Tento imaginar quando fui colocada em seus braços, a primeira vez que me amamentava, seu sorriso deveria estar resplandecente, lindo como sempre.
          Desde o inicio, somos movidos pela esperança, movidos por promessas que nos dão empurrões a continuar, nunca sabemos o que nos aguarda, mas o que nos resta é a esperança, é a fé. E são essas promessas que tem me deixado de pé, mas não são quaisquer promessas, são as promessas daquEle que um dia me trouxe a esse mundo, são os 366 "não temas" que o Senhor deixou escritos, um para cada dia do ano, e ainda sobra um. É a certeza do Deus que me acompanha desde o dia em que Ele me jogou nesse mundo, é a certeza que Ele jamais vai me desamparar, é poder sentir Sua presença, apesar de não poder o ver.
"Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel." Isaías 41:10

sexta-feira, 9 de março de 2012

Queria conseguir parar de chorar, mas isso na altura do campeonato é pedir demais para mim mesma. Fico me perguntando se todo esse esforço valerá a pena no futuro, quando na verdade, tudo que eu quero é ser feliz.  Procuro não demonstrar essa tristeza que parece tomar conta de mim cada dia mais. Fico pensando se tivesse escolhido o caminho mais fácil, será que seria feliz? Dizem que quanto maior for a sua caminhada, maior a recompensa. Espero realmente que Deus torne essa caminhada menos dolorosa, porque responder pelos meus atos é algo que será difícil de explicar. Hoje comprovei o quanto posso ser uma pessoa rancorosa e amarga. Como posso me transformar em uma pessoa que guarda tanto rancor e ódio? Afinal, não gosto desta minha outra personalidade, mas há momentos que as coisas passam dos limites e tenho que me impor, mesmo que essa pessoa tenha um certo poder pra querer me julgar, não ficarei calada. Não mais. Há certas atitudes que determinadas pessoas tomam que mesmo não sendo a intenção de magoar, machuca muito, e, acredite a decepção é um sentimento difícil de ser curada. É uma ferida que fica guardada e que nunca de maneira alguma irá cicatrizar por inteiro.                                  
  

                                                                                                                             Ass: Nebe

segunda-feira, 5 de março de 2012

Nordestino também é gente!

O Brasil é um país que se destaca em qualquer parte do mundo, sobretudo, pelo seu povo, que por onde passa deixa seus traços marcantes: a alegria, a raça, a hospitalidade; inúmeros turistas de todas as partes do mundo (5,16 milhões de visitantes estrangeiros em 2008) vêm ao Brasil e saem encantados com o mesmo e com o desejo ardente de retornar outras vezes ou até mesmo passar a residir definitivamente. Quem ver a fama e a tradição que o Brasil tem, muitas vezes não percebe os problemas que estão imersos em toda essa beleza, sendo o principal deles a desigualdade social, que gera vários outros problemas, como por exemplo: a discriminação por parte dos outros povos, contra a região nordeste e contra sua população.
Nunca consegui entender o porquê de o Brasil ser despeitado contra o nordeste, na verdade a expressão correta é preconceito, principalmente para com a população do interior; isso chega a ser revoltante, pois muitas vezes as mesmas pessoas que julgam a região Nordeste são as mesmas que pagam altos valores à agências turísticas para vir passar temporadas aqui, e algumas vezes no mesmo interior que elas tanto criticam. Diante disso, ficamos nos perguntando: por que as pessoas criticam tanto o Nordeste?
Ao contrário do que muitas pessoas pensam o Nordeste não é a miséria, o fruto podre do Brasil, a nossa região tem muitas coisas boas, de vários aspectos diferentes, que são referências mundiais, como por exemplo: o carnaval de Olinda, o São João de Campina Grande, o Porto Digital do Recife (maior pólo tecnológico do país), e ainda as delícias da cultura (culinária, ritmos populares). Porém, a mesma tem um grande problema que atinge extensas áreas levando pobreza e fome para os habitantes: a seca, e é este o grande responsável pela desvalorização do Nordeste.
Assim como em outras partes do país e do mundo, na nossa região existem as divisões sociais, ao mesmo tempo que em determinado local existe um sítio com casas de taipas e agricultores analfabetos, à poucos quilômetros dali, pessoas pagam milhões para passarem temporadas em chácaras luxuosérrimas.
Tendo grande contribuição da mídia, os brasileiros de outros estados e até pessoas de outros países que não conhecem o Nordeste julgam-o pela aparência, pelo que vêem na mídia: Mato seco, casas de taipa, vaqueiro montado num cavalo no meio da vegetação seca. Tanto os turistas que vêm passar apenas temporadas aqui, como as pessoas que pensam que o Nordeste é o que a mídia mostra estão totalmente erradas, aqui tem os mesmos problemas que em outros lugares, apenas passam despercebidos ou parecem sem importância
Mas engana-se quem pensa que a culpa dessa descriminação para com o Nordeste é culpa só da mídia e dos turistas “riquinhos” que vêm passar férias aqui e só enxergam um lado da moeda, a culpa de tudo isso é, sobretudo, daqueles que foram apontados por nós mesmos, como nossos representantes, os políticos. O problema da nossa região resume-se à uma coisa: falta de políticas públicas.
Os governantes só enxergam e investem na parte boa, naquilo que eles sabem que vão dá lucro à economia e aos bolsos deles, porque muitos são donos de hotéis, que se beneficiam com os projetos que colocam em votação dizendo que é em prol da melhoria do estado ou da região; um grande exemplo disso são os preparativos para a Copa do mundo de 2014,onde a governadora do Rio Grande do Norte está gastando milhões na demolição e construção de estádios, enquanto em algumas comunidades, falta água, saneamento básico, educação de qualidade,rodovias descentes.

Se algum dia essa descriminação para com o Nordeste irá acabar, sinceramente não sei, mas o pontapé inicial para encontrar-se uma solução começa por nós mesmos, que devemos passar a analisar melhor aqueles que estamos escolhendo como nossos representantes. E quanto às pessoas que acreditam em “imagenzinhas” vinculadas por propagandas chulas e cenas de novelas da rede globo e que aparecem ao pesquisarmos sobre a região Nordeste no Google, recomendo informação, assim como vocês analisam suas ações, seu futuro, analisem o que vão falar de seus irmãos, somos todos integrantes de uma mesma família, a família Brasil, e o Nordeste é parte dela.

 Autoria: Jay Dturp


Desenvolvendo a essência de um povo



É notável que os habitantes da região Nordeste têm, de modo geral, um sentimento de identidade mútua e de comunhão, e um exemplo disso é a existência de um adjetivo pátrio para todos eles: nordestino. A partir daí surge a necessidade de refletir sobre o que significa ser nordestino, distinguindo os caracteres que tornam possível esse sentimento de unidade.
Não há como esconder os inúmeros problemas sociais da região, mas é preciso reconhecer o valor de cada um para podermos analisar criticamente a nossa situação. Muito se fala no problema da seca, e muitos são os que acreditam que ela é a causadora da desgraça no sertão nordestino. Entretanto, vários países enfrentam problemas ambientais semelhantes ou até piores, mas a mobilização governamental desses locais garante uma situação bem melhor à população.
Dessa forma, se faz necessário desenvolver a consciência política de que a seca, assim como tantos outros problemas do Nordeste, são instrumentos usados por grupos políticos para se manterem no poder, e então devemos agir de acordo com essa consciência.
Também vemos ainda, infelizmente, vários casos de preconceito com o Nordeste e com os nordestinos. Para que isso não se perpetue devemos mostrar que não deixamos a desejar em nenhum aspecto, seja pela nossa riquíssima cultura, pelas nossas inúmeras belezas naturais, pelo destaque de nordestinos ilustres e tantas outras coisas que não podem ser descritas em sua totalidade de tão numerosas que são. No entanto, o nosso próprio exemplo de cidadão é a principal forma de agir contra esse preconceito.
Enfim, o Nordeste deve ser valorizado, e valorizá-lo antes de tudo significa valorizar os nordestinos, já que inúmeros são os exemplos de superação e de bravura. E disso podemos perceber que ser nordestino em essência é encarar a situação na qual nos encontramos e dela tirar forças para seguir em frente.

Ciro

Identidade


Identidade
Ser nordestino na contemporaneidade é uma série de acontecimentos que não são apenas as que envolvem o extermínio da cultura, das artes, e do modo de pensar que são proferidos pela maioria das mídias como regra geral, empobrecendo a imagem de um Nordeste que apresenta costumes de suma importância para o conjunto de tradições que fazem parte do Brasil. A visão corriqueira que é transmitida relaciona-se diretamente com o conceito de indivíduos pobres intelectualmente, incapazes de suprir suas necessidades vitais em seu local de nascença, onde precisariam se mudar em busca de oportunidades, o que na atualidade, não é verdade já que muitos Nordestinos que residem em outros estados começam a voltar para suas terras natais.
Acredito que problemas sociais ainda possam ser encontrados por todo o território nordestino, assim como em praticamente todo o país, mas a visão é extremamente exagerada, o que alicia o preconceito e faz com que pessoas de outras regiões percebam supostas características inferiores aos que possuem, por exemplo, uma maneira diferente de se portar e até mesmo se comunicar encontrada até mesmo pelo simples fato de apresentar um sotaque diferente.
A seca que afeta o Nordeste, é geralmente caracterizada pela mídia como fruto de uma austeridade que deve ser combatida para trazer prosperidade, mas o fato é que a seca é algo natural, e o ser nordestino encontra-se divido em preferências que auxiliam a submissão, ao invés de buscar alternativas que aumentem a integridade de sua política, o que na prática seria a solução para tornar a região susceptível a uma dissipação do olhar ignorante que a aflige.
Culturalmente somos ricos em diversos setores. Inúmeras danças típicas, literatura e os estilos musicais preenchem a prática das habilidades que são usualmente encontradas no jeito simples e humilde da maior parte dos habitantes.
Há de fato uma política que auxilia a submissão de boa parte dos nordestinos, principalmente os que moram no interior, onde muitas vezes são colocados numa situação onde comprar votos é parte do cotidiano e essa situação de tentativas de tornar o que precisa de investimentos algo que, de uma forma sem generalizações, diminui as oportunidades que acabam por não ser pra todos e compromete a qualidade de vida que deveria servir de exemplo em uma terra de tantos trabalhadores capazes de migrar em busca de uma vida melhor.
O ser nordestino, apesar de ter muitas características peculiares que são partes da concha de retalhos que molda diversos aspectos dos costumes brasileiros e apesar de ter a mesma capacidade que os outros habitantes desse enorme país, ainda precisam aprender a ter certa crítica em relação aos aspectos políticos que os envolvem, pois é necessário lutar para a busca de igualdade em inúmeros cenários. O Nordestino está longe de ser inferior ou menos capacitado, mas a idealização de algo que é fato, ainda precisa se concretizar na mente dos mesmos.
ass: ScienceFction

O que é ser um nordestino?

      Na verdade deveríamos perguntar pela invenção do nordestino ou dos nordestinos, pois o termo nordeste só surgiu no Brasil a partir de 1910, porque até então, o país era dividido entre norte e sul, o termo nordeste passou a servir para designar uma região de ocorrência de secas numa parte da região norte. Essa parte da região que passou a ser chamada de nordeste tinha como características: uma agricultura primitiva baseada em queimadas, o que arrasou as florestas, surgindo os desertos, as erosões e o ciclo das secas, o tipo humano que ali habitava era fruto da mistura da genética do índio, do branco europeu e do negro africano, surgindo um povo mestiço.

     Assim foi se inventando aquilo que chamamos de nordestino, para essa criação foi fundamental a contribuição de grandes  e renomados escritores e suas obras literárias como: Graciliano Ramos (Vidas Secas), João Cabral de Melo (Morte e Vida Severina), Ariano Suassuna (Auto da Compadecida) e Euclides da Cunha (Os Sertões). O nordestino na visão desses autores é retratado como um sertanejo, um jagunço, a sub-raça, o herói determinista que resiste a tragédia de seu destino, disfarçando de resignação o desespero diante da fatalidade, o Hércules-quasimodo, como disse Euclides da Cunha: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte."; resiste bravamente a condições de um ambiente inóspito e hostil, para isso vive como nômade, se retirando para lugares menos degradados na própria região ou migrando para o sul do país.

     Desse modo foi que se criou no imaginário brasileiro a figura desse personagem, o nordestino. Homem rude, analfabeto, feio, miserável, mas forte e corajoso. 

     Graças a esses aspectos, econômicos, sociais, culturais, a elite da região e os políticos usaram e abusaram para tirar proveito da situação, incluindo em seus discursos esses argumentos em busca de recursos e cargos públicos, criando a indústria da seca e se mantendo por décadas no poder, em troca de poucas migalhas e favores em época de eleições, os conhecidos currais eleitorais do tempo do coronelismo.

     A cerca dos dez últimos anos, porém, o Brasil e principalmente o nordeste vem sendo reinventado, pois, a narrativa regionalista nordestina não mais se sustenta diante de todas as mudanças que ocorrem na realidade regional, ela se esgarçou, perdeu legitimidade, perdeu sustentação, essa imagem regionalista só interessa as elites regionais e brasileiras, para carrear recursos e dádivas. Eis que surge um novo nordeste, um novo nordestino: alfabetizado, com curso técnico de informática, entre outros, estudando em escola federal de primeiro mundo, bem nutrido, morando em casas do “minha casa minha vida”, vivendo em pleno emprego, fazendo faculdade federal e particular com ajuda do ProUni e do FIES, sabendo que poderá trabalhar e morar em sua terra, pois há vagas em várias áreas, como: refinaria de petróleo em Pernambuco e Ceará, construção civil, transposição do São Francisco, estádios da copa, fábricas de carros na Bahia,  de chocolate, produção de uva, mamão, manga, melão, até maçã no vale do São Francisco e do Piranhas-Açu. Um verdadeiro milagre econômico e cultural que vive o Brasil e o Nordeste.



                                                                  Por: JoanaD'Arc

domingo, 4 de março de 2012

Ser Nordestino: Orgulho ou Vergonha ?

                Quando se fala em Nordeste a primeira coisa que nos vem à cabeça é seca, pobreza, fome, alfabetismo, entre outras. Tudo isso como resultado do estereótipo de nordestino formado pela mídia. A imagem desses habitantes vinculada nos meios de comunicação, geralmente é de um vaqueiro montado em seu cavalo com vestes de couro, ou de retirantes.  Entretanto, tal região não se resume a isso, apresentando assim uma cultura invejável, extenso litoral e belas paisagens.
                Esta região não deixa de ser uma polêmica, pois a partir dela, pode-se surgir várias ideias e conceitos precipitados. A respeito da população, podemos dizer que esta é bastante diversa, até porque são questões muito relativas.
                Com relação à literatura, podemos citar o livro “Vidas Sevas” de Graciliano Ramos, onde este retrata a vida retirante de Fabiano e sua família. Apesar de ser uma produção antiga, esta é a ideia que muitos brasileiros ainda têm ao nosso respeito, o que hoje não é mais uma realidade, pois pesquisas afirmam que nos últimos anos mais pessoas estão preferindo viver em nossa região.
                Inadequada, é a palavra certa na qual podemos nos referir à política nordestina, pelo fato de que os políticos “conquistam” seus votos por meio das necessidades da população, em troca de favores reles, aproveitando-se também de um fenômeno natural, para com isso criar um ciclo de dependência por parte dos eleitores. Eles não procuram uma forma de lidar com a seca, mas sim de mascara-la.
                Apresentando o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, o Nordeste ainda é portador de uma grande quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, mas felizmente dados afirmam que tal quantitativo vem diminuindo a cada dia.
                Diariamente, em redes sociais, somos alvo de comentários maldosos a cerca da nossa região. Um recente exemplo foi da jovem internauta Sophia Fernandes, que de maneira rude postou em seu perfil que nordestino não era gente. Este é um em meio a tantos outros fatos.
                Portanto, podemos concluir que como toda região, o Nordeste possui seus aspectos negativos, mas nada explica motivo de tanta xenofobia, devemos nos orgulhar de nossas origens, pois além dessa vasta miscigenação somos irmãos na raça, fazemos parte dessa grande nação, o povo brasileiro !

                                                                                                                         A. Sanches